LISBOA MORTA
O português odeia que lhe peçam responsabilidades. Está feito, está feito. Correu mal? Azarinho!!E toca a andar, meu amigo...
Desde há mais de um ano que somos obrigados a andar com o cartão LISBOA VIVA, no Metro e nos autocarros. Enconsta-se a coisa à máquina e as portas abrem-se ou somos brindados com uma luz de esperança. O meu, resolveu avariar-se. As portas deixaram de se abrir e da luz, nem sinal.
Resolvi ir a uma estação de metro pedir substituição. Erro meu. "Isso tem de ir ter com quem lhe vendeu... Ai foi a Carris??? Ah, então isso é com eles., "Mas experimente a ir ao sítio onde lhe fizeram o passe...". Na ocorrência era no Marquês de Pombal. Que não podiam fazer nada, que fosse até um dos postos oficiais da Carris. "Mas tenho de ir de Metro, até lá, como é que faço?". Que pedisse na bilheteira uma coisa que me abrisse temporariamente as portas. E lá fui pedir. Mas a senhora estava mal disposta e resolveu chamar-me mentiroso, que ninguém me teria dito nada disso, pegou no telefone e confirmou que a delirante era ela, mas que me haveria de dar o mínimo " e por favor". Foram-me abrir a porta do metro, mas sempre discursando que não tinham responsabilidade nenhuma no processo; que vendiam e recebiam parte do dinheiro, mas que responsabilidade era sempre com a outra parte, no caso das coisas correrem mal.
Saí no Rossio, esperei na fila, um velho atendeu-me. Que queria? O passe avariado? Ia-se ver. Precisa de uma fotografia que é para ir tudo para Santo Amaro. Mas eles já têm a minha foto digitalizada... "Mau! Se ele dizia que tinha de ser mais uma fotografia...". E pensando melhor... Devia era apanhar o eléctrico 15 (sem poder usar o passe, claro) e ir eu próprio até Santo Amaro (que fica entre o cu de Judas e Nossa Senhora do Nunca Mais lá Chego). Fui-me embora. Quando descansar, vou tentar de novo.
Caeiro, também aqui, é o mestre. Este blogue é mantido por Possidónio Cachapa e todos os que acham por bem participar. A blogar desde 2003.
17 de maio de 2005
16 de maio de 2005
ITÁLIA
Portugal como tema do festival literário PASSPARTOUT, de Asti. Vários escritores portugueses por ali passaram, dando uma panorâmica da literatura portuguesa actual aos italianos.
Pessoa musicado e cantado sob abóbadas centenárias e casas cheias para ouvir falar de livros estrangeiros.
Mais ou menos o que acontece por cá...
Portugal como tema do festival literário PASSPARTOUT, de Asti. Vários escritores portugueses por ali passaram, dando uma panorâmica da literatura portuguesa actual aos italianos.
Pessoa musicado e cantado sob abóbadas centenárias e casas cheias para ouvir falar de livros estrangeiros.
Mais ou menos o que acontece por cá...
12 de maio de 2005
COMENTADOR FUTURISTA
O pobre do Luís Delgado lá estava, na Sic Notícias, a dizer com ar aflito "que achava estranho que o Ministério Público andasse a investigar as decisões tomadas pelo anterior governo, aquando da dissolução da A. R.". Que não seria costume. Uma mania inesperada...
Tive pena do seu ar de passarinho desasado... Por momentos até me esqueci que os milhares de contos que leva para casa por mês se devem a uma certa... proximidade com a coisa ida.
Ele que não fique aflito com tanta investigação ao poder económico. Primeiro, porque não dará em nada. Os polícias estão só a demonstrar trabalho, mas os juizes não são malucos para se irem meter com quem lhes pode fazer a carreira difícil. E depois... ainda ninguém mencionou o grupo PT.
Por enquanto, é claro.
O pobre do Luís Delgado lá estava, na Sic Notícias, a dizer com ar aflito "que achava estranho que o Ministério Público andasse a investigar as decisões tomadas pelo anterior governo, aquando da dissolução da A. R.". Que não seria costume. Uma mania inesperada...
Tive pena do seu ar de passarinho desasado... Por momentos até me esqueci que os milhares de contos que leva para casa por mês se devem a uma certa... proximidade com a coisa ida.
Ele que não fique aflito com tanta investigação ao poder económico. Primeiro, porque não dará em nada. Os polícias estão só a demonstrar trabalho, mas os juizes não são malucos para se irem meter com quem lhes pode fazer a carreira difícil. E depois... ainda ninguém mencionou o grupo PT.
Por enquanto, é claro.
11 de maio de 2005
RETRATO DE UM HOMEM SÉRIO
Estou a precisar de ganhar dinheiro. Acho que me vou inscrever no CDS-PP. Ponho o ar mais honesto e severo deste mundo, grito contra as mulheres que fazem abortos em vez de encherem periodicamente o bucho e arranjo um tacho num ministério qualquer.
Ah: e mando abater sobreiros para que o Espírito Santo se mostre agradecido.
Estou a precisar de ganhar dinheiro. Acho que me vou inscrever no CDS-PP. Ponho o ar mais honesto e severo deste mundo, grito contra as mulheres que fazem abortos em vez de encherem periodicamente o bucho e arranjo um tacho num ministério qualquer.
Ah: e mando abater sobreiros para que o Espírito Santo se mostre agradecido.
9 de maio de 2005
REINO DOS CÉUS
O último filme do Ridley Scott (fraquito, cinematograficamente falando...) remete-nos para a questão: o que mudou em mil anos. Basta abrir o televisão para vermos que só as bombas se tornaram mais sofisticadas e as setas são disparadas de um cano de aço. Continuamos a bater-nos, literalmente, pela ideia da criação de um reino sagrado, na Terra, só poderá ser governado por um Deus totalitário.
O último filme do Ridley Scott (fraquito, cinematograficamente falando...) remete-nos para a questão: o que mudou em mil anos. Basta abrir o televisão para vermos que só as bombas se tornaram mais sofisticadas e as setas são disparadas de um cano de aço. Continuamos a bater-nos, literalmente, pela ideia da criação de um reino sagrado, na Terra, só poderá ser governado por um Deus totalitário.
6 de maio de 2005
O CAMINHO MENOS PERCORRIDO
Dou por mim a lançar às audiências o mesmo discurso, cada vez mais insistente: não acreditem. Nas escolas, nos locais de conferência, por escrito. A mesma imagem das ovelhas alienadas; o caminhar confiante delas a caminho do matadouro; os seus balidos de desconfiança a quem lhes diz "fujam". Não acreditem no que se diz nas televisões, leiam os jornais com a reserva de quem sabe estar em mãos afiadas para a tosquia das gentes. Pensem. Leiam livros escritos há muito tempo, filtrados pela História. Não condenem automaticamente o que vos dizem para condenar, não obedeçam sem reflectir. A Alienação existe. E é sempre mais forte do que a nossa capacidade de avaliar.
Nossa Senhora só aparece às futuras freiras e a crianças mortas. Um apresentador de telejornal pensa na prestação da casa que cairá a 30 do corrente antes de enfiar a cara séria. O homem de meia-idade que condena o comportamento irregular do vizinho passa todos os domingos os olhos pelo rabo da empregada de pastelaria que o serve em família; algumas vezes tem no seu telemóvel o número de uma voz mais nova e nem por isso mais fresca com que se esfregará, apressado, se ela deixar.
Digo: "Não acreditem", e ouço ao fundo a minha própria televisão. Thank God que só o gato a mira, mais interessado na mosca que insiste em esvoaçar diante dos rodapés dramáticos.
Dou por mim a repetir tudo isto, insistentemente. Para quê?... Se as ovelhas mal sentem o ferro que lhes abrirá o crânio?
Dou por mim a lançar às audiências o mesmo discurso, cada vez mais insistente: não acreditem. Nas escolas, nos locais de conferência, por escrito. A mesma imagem das ovelhas alienadas; o caminhar confiante delas a caminho do matadouro; os seus balidos de desconfiança a quem lhes diz "fujam". Não acreditem no que se diz nas televisões, leiam os jornais com a reserva de quem sabe estar em mãos afiadas para a tosquia das gentes. Pensem. Leiam livros escritos há muito tempo, filtrados pela História. Não condenem automaticamente o que vos dizem para condenar, não obedeçam sem reflectir. A Alienação existe. E é sempre mais forte do que a nossa capacidade de avaliar.
Nossa Senhora só aparece às futuras freiras e a crianças mortas. Um apresentador de telejornal pensa na prestação da casa que cairá a 30 do corrente antes de enfiar a cara séria. O homem de meia-idade que condena o comportamento irregular do vizinho passa todos os domingos os olhos pelo rabo da empregada de pastelaria que o serve em família; algumas vezes tem no seu telemóvel o número de uma voz mais nova e nem por isso mais fresca com que se esfregará, apressado, se ela deixar.
Digo: "Não acreditem", e ouço ao fundo a minha própria televisão. Thank God que só o gato a mira, mais interessado na mosca que insiste em esvoaçar diante dos rodapés dramáticos.
Dou por mim a repetir tudo isto, insistentemente. Para quê?... Se as ovelhas mal sentem o ferro que lhes abrirá o crânio?
4 de maio de 2005
TEATRO
Já tentaram montar uma peça de forma legal, em Lisboa? Fora de um teatro? É extraordinário o percurso a fazer, as licenças que ninguém da Cãmara fazia ideia serem necessárias, o absurdo e o custos das mesmas. Tudo leva ao desânimo ou à batota. A mesma que fazem connosco, os cidadãos, diariamente. Cultura? Não sabem o que seja... Ainda se fossem sardinhas psicadélicas para o Santo António, ou algum espectáculo dos Abba. E não se lhes está a pedir dinheiro para nada...
Oh, valha-me Deus!
Já tentaram montar uma peça de forma legal, em Lisboa? Fora de um teatro? É extraordinário o percurso a fazer, as licenças que ninguém da Cãmara fazia ideia serem necessárias, o absurdo e o custos das mesmas. Tudo leva ao desânimo ou à batota. A mesma que fazem connosco, os cidadãos, diariamente. Cultura? Não sabem o que seja... Ainda se fossem sardinhas psicadélicas para o Santo António, ou algum espectáculo dos Abba. E não se lhes está a pedir dinheiro para nada...
Oh, valha-me Deus!
REFERENDUM
Todas as estatísticas apontam para uma maioria de portugueses favorável à lei da despenalização do aborto. Se apenas votassem mulheres em idade fértil, essa maioria seria ainda maior. Agora, os encolhidos que nos governam, mais preocupados com eleições do que com a vida das mulheres, acenaram com um referendo. Adiado para as calendas. Até lá, restam as clínicas privadas portuguesas para as mais endinheiradas e as londrinas, para as mulheres dos militantes do cds e do psd.
SE isto fosse um país de gente com vontade e não um redil de ovelhas, o que estaria a ser pedido seria a aprovação imediata da lei pela maioria de esquerda. E as mulheres estariam na rua, a gritarem-no alto.
Assim, fazem delicadamente o jogo dos que não brincam em serviço para manter o mundo na sua medievalidade.
Todas as estatísticas apontam para uma maioria de portugueses favorável à lei da despenalização do aborto. Se apenas votassem mulheres em idade fértil, essa maioria seria ainda maior. Agora, os encolhidos que nos governam, mais preocupados com eleições do que com a vida das mulheres, acenaram com um referendo. Adiado para as calendas. Até lá, restam as clínicas privadas portuguesas para as mais endinheiradas e as londrinas, para as mulheres dos militantes do cds e do psd.
SE isto fosse um país de gente com vontade e não um redil de ovelhas, o que estaria a ser pedido seria a aprovação imediata da lei pela maioria de esquerda. E as mulheres estariam na rua, a gritarem-no alto.
Assim, fazem delicadamente o jogo dos que não brincam em serviço para manter o mundo na sua medievalidade.
30 de abril de 2005
RESULTADOS ICAM
Já saiu a lista com os 3 filmes escolhidos pelo júri do ICAM. Os sorteados com 130.000 contos são: Miguel Gomes, Fernando Fragata e Catarina Ruivo.
Não vi o ANDRÉ VALENTE, desta última, não posso avaliar (claro que não sou surdo e já ouvi comentários, mas não vi o filme), mas quanto aos outros dois... Deus nos acuda!
A parte boa do concurso é que não vamos ter de aturar nenhum filme do José Carlos Oliveira. Ao menos isso.
A única coisa que posso dizer aos que desesperam... será: peguem nos computadores e escrevam; peguem nas mini-dvs e filmem. Pior não hão-de fazer.
Já saiu a lista com os 3 filmes escolhidos pelo júri do ICAM. Os sorteados com 130.000 contos são: Miguel Gomes, Fernando Fragata e Catarina Ruivo.
Não vi o ANDRÉ VALENTE, desta última, não posso avaliar (claro que não sou surdo e já ouvi comentários, mas não vi o filme), mas quanto aos outros dois... Deus nos acuda!
A parte boa do concurso é que não vamos ter de aturar nenhum filme do José Carlos Oliveira. Ao menos isso.
A única coisa que posso dizer aos que desesperam... será: peguem nos computadores e escrevam; peguem nas mini-dvs e filmem. Pior não hão-de fazer.
28 de abril de 2005
A COSTUMEIRA CRÓNICA DO INDIE
Malgré a transferência forçada para o F. Lisboa, e a respectiva extensão às 3 salas do King, o festival soma e segue. Com as sessões permanentemente esgotadas vai a caminho de um novo recorde de espectadores. Levassem as kinguianas salitas mais e os números seria ainda mais interessantes. Afinal, nem tudo está perdido no país das pipocass.
Uma das coisas mais comoventes de ver é a forma como os novos realizadores, quando são bons, reagem ao elogio da obra. É uma coisa à... "Tá bem, pronto! Olha, fiz o melhor que sabia para os poucos meios que tinha". E isso é bom.
O oposto se passa com os mais fracos. Perante a mitigada recepção do seu trabalho, frequentemente passam à defesa. Life's tough!
No Lux, até às quinhentas, falou-se (ou antes, gritou-se) sobre cinema, países de origem e país de acolhimento. Um festival também se faz deste ambiente. O pior é o dia seguinte... Por falar nisso, não sei onde pára o Gurosan...
Malgré a transferência forçada para o F. Lisboa, e a respectiva extensão às 3 salas do King, o festival soma e segue. Com as sessões permanentemente esgotadas vai a caminho de um novo recorde de espectadores. Levassem as kinguianas salitas mais e os números seria ainda mais interessantes. Afinal, nem tudo está perdido no país das pipocass.
Uma das coisas mais comoventes de ver é a forma como os novos realizadores, quando são bons, reagem ao elogio da obra. É uma coisa à... "Tá bem, pronto! Olha, fiz o melhor que sabia para os poucos meios que tinha". E isso é bom.
O oposto se passa com os mais fracos. Perante a mitigada recepção do seu trabalho, frequentemente passam à defesa. Life's tough!
No Lux, até às quinhentas, falou-se (ou antes, gritou-se) sobre cinema, países de origem e país de acolhimento. Um festival também se faz deste ambiente. O pior é o dia seguinte... Por falar nisso, não sei onde pára o Gurosan...
27 de abril de 2005
TUDO ESTÁ BEM QUANDO ACABA...
O nosso Major está de regresso aos tachos. Bem-haja. Já nem conhecia este Portugal com polícias a trabalharem de facto e tribunais não-amedrontados.
Felizmente que está tudo a voltar ao que era: provas anuladas por questões processuais, processos que se arrastarão até não darem em nada; futebol e construtoras de mãos dadas com autarquias.
Rezemos, contentes, o terço que o nosso Portugal está de volta.
O nosso Major está de regresso aos tachos. Bem-haja. Já nem conhecia este Portugal com polícias a trabalharem de facto e tribunais não-amedrontados.
Felizmente que está tudo a voltar ao que era: provas anuladas por questões processuais, processos que se arrastarão até não darem em nada; futebol e construtoras de mãos dadas com autarquias.
Rezemos, contentes, o terço que o nosso Portugal está de volta.
NOTÍCIAS REQUENTADAS... E AINDA ASSIM...
Agora com o Público On-line pagantibus, resta-nos reler as velhas revistas, os jornais roubados aos sem-abrigo, enfim... , a decadência.
Na edição de Novembro de 2004 dos Cahiers, leio que o Ministro da Indústria francesa atendera, finalmente, aos pedidos dos exibidores em sala, permitindo a instalação de aparelhos que impedissem os telemóveis de funcionar. Deixou de ser possível ouvir nas sessões da tarde, as mães de família explicarem ao filho mais novo como é que se faz um refogado. Por cá também chegaremos a esse estado. Assim que os nossos ministros começarem a desligar os telemóveis durante as sessões de "O Chupeta".
Na mesma página, a notícia da decisão do tribunal que julgou a pretensão do professor primário do "Être et Avoir" ("Ser e Ter"), de NicholasPhilibert a "artista co-autor". O senhor aspirava a uma reforma mais tranquila e por isso solicitou 250.000 euros ao documentarista. Helàs, o tribunal deu-lhe um grande abraço e mandou-o de mãos vazias para a agência do Club Med.
Agora com o Público On-line pagantibus, resta-nos reler as velhas revistas, os jornais roubados aos sem-abrigo, enfim... , a decadência.
Na edição de Novembro de 2004 dos Cahiers, leio que o Ministro da Indústria francesa atendera, finalmente, aos pedidos dos exibidores em sala, permitindo a instalação de aparelhos que impedissem os telemóveis de funcionar. Deixou de ser possível ouvir nas sessões da tarde, as mães de família explicarem ao filho mais novo como é que se faz um refogado. Por cá também chegaremos a esse estado. Assim que os nossos ministros começarem a desligar os telemóveis durante as sessões de "O Chupeta".
Na mesma página, a notícia da decisão do tribunal que julgou a pretensão do professor primário do "Être et Avoir" ("Ser e Ter"), de NicholasPhilibert a "artista co-autor". O senhor aspirava a uma reforma mais tranquila e por isso solicitou 250.000 euros ao documentarista. Helàs, o tribunal deu-lhe um grande abraço e mandou-o de mãos vazias para a agência do Club Med.
24 de abril de 2005
FESTA DA MÚSICA
Malgré as corridas cinéfilas, ainda arranjei tempo para 2 concertos da Festa da Música. É sempre maravilhoso ver gente a correr apressada entre as pesadas paredes do CCB, para ouvir um intérprete. Este ano, com o amigo da 9ª, obviamente, ainda teve mais gente. O português adora ver o que já viu. É de ser desconfiado; ao menos ali tem um valor seguro.
Vai soar mal mas quase que gostei de quase não conseguir encontrar um lugar para estacionar nas redondezas. Quem dera que este balão de oxigénio cultural fizesse escola...
Malgré as corridas cinéfilas, ainda arranjei tempo para 2 concertos da Festa da Música. É sempre maravilhoso ver gente a correr apressada entre as pesadas paredes do CCB, para ouvir um intérprete. Este ano, com o amigo da 9ª, obviamente, ainda teve mais gente. O português adora ver o que já viu. É de ser desconfiado; ao menos ali tem um valor seguro.
Vai soar mal mas quase que gostei de quase não conseguir encontrar um lugar para estacionar nas redondezas. Quem dera que este balão de oxigénio cultural fizesse escola...
DIAS DE FESTIVAL
A escolha no Indie é sempre difícil... e pessoal (cada cabeça sua sentença), mas sempre vou destacando para amanhã, 25 de Abril, nas longas o filme de abertura BORN INTO BROTHELS; a Competição Curtas 3 (destaque para o filme BONTEN, de Keisaku Sato, Japão, e para o experimental português COLLECTIVE, de Ruben Santiago). O AALTRA, que lidera a preferência do público fará a sua última aparição.

COLLECTIVE, Portugal
A escolha no Indie é sempre difícil... e pessoal (cada cabeça sua sentença), mas sempre vou destacando para amanhã, 25 de Abril, nas longas o filme de abertura BORN INTO BROTHELS; a Competição Curtas 3 (destaque para o filme BONTEN, de Keisaku Sato, Japão, e para o experimental português COLLECTIVE, de Ruben Santiago). O AALTRA, que lidera a preferência do público fará a sua última aparição.

COLLECTIVE, Portugal
21 de abril de 2005
CINEMA
Hoje começa o Indie. Em sessão inaugural, para convidados, mas desta vez, o filme de abertura poderá ser visto noutra sessão.
Às 22.oo h, o programa de curtas. Destaque para o suspense do filme espanhol, "Diez Minutos", para o USELESS DOG, um documentário estupidamente divertido sobre um cão que não serve para nada (este filme é do realizador irlandês, Ken Wardrop, de quem poderemos ver o maravilhoso UNDRESSING MY MOTHER, noutra sessão). E ainda, RYAN, outro filme oscarizado, que cruza 3D com imagem real, num argumento seco e contundente. A sessão termina com um documentário onírico, HIMMEL FILM (em tradução selvagem, "filme do céu" - digo eu, que não falo alemão...).
O resto pode ser consultado no site do festival.
Hoje começa o Indie. Em sessão inaugural, para convidados, mas desta vez, o filme de abertura poderá ser visto noutra sessão.
Às 22.oo h, o programa de curtas. Destaque para o suspense do filme espanhol, "Diez Minutos", para o USELESS DOG, um documentário estupidamente divertido sobre um cão que não serve para nada (este filme é do realizador irlandês, Ken Wardrop, de quem poderemos ver o maravilhoso UNDRESSING MY MOTHER, noutra sessão). E ainda, RYAN, outro filme oscarizado, que cruza 3D com imagem real, num argumento seco e contundente. A sessão termina com um documentário onírico, HIMMEL FILM (em tradução selvagem, "filme do céu" - digo eu, que não falo alemão...).
O resto pode ser consultado no site do festival.
20 de abril de 2005
O AR DOS TEMPOS
A eleição do Cardeal Ratazana (em português, tal como Benito deu Bento) foi tudo menos surpreendente. Apenas a consagração do início de século conservador, que reage pela força aos movimentos que não percebe. Nem todos ficaram descontentes: o povalhão não faz ideia de quem o homem era; presume que foi nosso senhor que transformou o fumo preto em branco e toca a andar; a Banca estará satisfeita com a eleição de um homem que não se coibirá de exigir a dízima às paróquias mais recatadas (será interessante lembrar que o actual papa foi o homem que assinou a condenação da Teologia da Libertação que remetia a Igreja para a defesa dos mais pobres, acusando-a de "marxista") ; a o Opus Dei, vê coroado o seu esforço de ter um chefe declaradamente dos seus.
Com esta escolha os católicos bem podem começar a cortar a pila e preparar a corda para as flagelações. AS católicas... ficam na mesma, já que não contam. Aliás, isto lança-nos numa questão teológica: qual é o sexo de deus? Já que só gosta de homens e a homossexualidade é um assunto que deve ficar recolhido no interior das sacristias... ou é mulher ou a coisa é contraditória.
Enfim, há-de passar, como a Inquisição passou e o fascismo italiano se foi, pendurado pelos pés numa pose macabra. Ou apenas como uma moinha própria dos tempos que vivemos.
A eleição do Cardeal Ratazana (em português, tal como Benito deu Bento) foi tudo menos surpreendente. Apenas a consagração do início de século conservador, que reage pela força aos movimentos que não percebe. Nem todos ficaram descontentes: o povalhão não faz ideia de quem o homem era; presume que foi nosso senhor que transformou o fumo preto em branco e toca a andar; a Banca estará satisfeita com a eleição de um homem que não se coibirá de exigir a dízima às paróquias mais recatadas (será interessante lembrar que o actual papa foi o homem que assinou a condenação da Teologia da Libertação que remetia a Igreja para a defesa dos mais pobres, acusando-a de "marxista") ; a o Opus Dei, vê coroado o seu esforço de ter um chefe declaradamente dos seus.
Com esta escolha os católicos bem podem começar a cortar a pila e preparar a corda para as flagelações. AS católicas... ficam na mesma, já que não contam. Aliás, isto lança-nos numa questão teológica: qual é o sexo de deus? Já que só gosta de homens e a homossexualidade é um assunto que deve ficar recolhido no interior das sacristias... ou é mulher ou a coisa é contraditória.
Enfim, há-de passar, como a Inquisição passou e o fascismo italiano se foi, pendurado pelos pés numa pose macabra. Ou apenas como uma moinha própria dos tempos que vivemos.
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